Os 100 segredos das pessoas felizes: O livro de David Niven
Mas as pessoas felizes tem segredos? Bom, realmente à pessoas que vendem a felicidade aos outros, o que às vezes me faz mal. È minha tendência para comparar todos os momentos a outros que foram sinceramente melhores. Devia era comparar aqueles que preferia esquecer. Bom, mas o livro começava por dizer “O leitor não está nesta vida simplesmente para preencher um espaço, nem tão pouco para desempenhar um papel secundário no filme de outra pessoa.” Quem é que escreveu isto?? E continuava “Pense nisto: tudo seria diferente se você não existisse. Todos os sítios por onde algum dia pôs os pés e toda agente com quem algum dia falou seriam diferentes em si. Estamos todos ligados e somos todos afectados pelas decisões e até mesmo pela simples existência dos que nos rodeiam”. O pensamento começou a divagar, se hoje saí de casa alterei a vida de um chinês qualquer na outra ponta do mundo?? Porque me faz lembrar a teoria do Marconi de que estamos todos a 6 ou 7 pessoas de outra... Quer dizer, o Tiago não tinha vindo para Lisboa, a Ana Margarida não tinha faltado a prova global, o Bruno não tinha sido pisado e tinha comido o seu gelado no tempo certo, a Teresinha não ia à Cantina Nova almoçar comigo, a Ana Graça tinha ficado amiga da Patrícia e não tinha conhecido o Bernas, os blogoleitores não gastavam tempo nesta página, mas não seriam mais felizes? Era suposto eu ficar feliz por perceber que estamos todos ligados e saber que mudei as suas vidas, mas se não as mudei para melhor como hei de ficar mais feliz? Como vou eu saber? Isto é deprimente. Fui lendo as dicas e houve algo que me fez pensar, a minha capacidade de me adaptar a mudanças. Há pessoas que vivem a sua vida sempre na mesma terrinha, sempre com as mesmas pessoas e que temem novas opções. Perdi muitas amizades, mas é a vida. O tempo de adaptação é complicado. Ganhei outras. A vida é tão estúpida.

